quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

E-books gratuitos de Musculação


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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Técnicas avançadas de treino utilizadas ao mesmo tempo: o que era difícil ficou ainda pior!


Durante nossa caminhada na maromba, nos deparamos com diversas técnicas pra aumentar a intensidade do treino. Já sabemos que a intensidade pode ser aumentada através de adição de cargas, mas é um recurso limitado: não conseguimos aumentar as cargas dos exercícios por muito tempo. Iniciantes conseguem aumentar as cargas com mais facilidade, pois a adaptação da força é mais efetiva no começo, decaindo gradativamente ao nos tornarmos marombas mais experientes. Sabemos que chegar a falha em cada série é muito produtivo e você pode (e deve) chegar a falha empregando diversas técnicas para levar o músculo alvo para sua capacidade máxima.
Porque ir até a falha?
Antes de mencionar quaisquer técnicas para ir até a falha, é importante definir a forma de levar um músculo ao que é chamado de falha muscular momentânea. Se você não chegar a esse ponto, não há sentido em trazer quaisquer técnicas adicionais. Uma distinção deve ser feita entre a forma como um fisiculturista deve executar um repetição em oposição a um levantador de peso/powerlifter. A principal preocupação do levantador de peso está em movimento, o montante máximo da resistência do ponto A para o ponto B por qualquer meio necessário. Se isso significa encurtar a amplitude de movimento e empregando momentum, então que assim seja (Em Física, momentum significa o produto da massa pela velocidade do corpo; impulso; quantidade de movimento. Também significa força, ímpeto, pique). Um fisiculturista deve executar cada repetição de um ponto de vista totalmente oposto. 

O principal objetivo deve ser o de forçar o músculo alvo a trabalhar tão duro quanto possível com o mínimo de contribuição com grupos musculares auxiliares possíveis, evitando, assim, o momentum (impulso com músculos auxiliares) de qualquer forma. É por isso que eu sou um defensor ferrenho de que a execução vem sempre antes da carga: é a melhor maneira de garantir a máxima tensão sobre o músculo. 

Você até pode realizar a parte positiva de uma repetição de uma forma explosiva (contração), mas não pode negligenciar a fase excêntrica, deixando cair o peso e perder os benefícios dessa fase do movimento. Há evidência científica para apoiar que o aspecto da fase negativa da repetição, na verdade, incorre na maior parte dos “danos benéficos” a um músculo. Reparar este dano é a forma como os músculos se tornam maiores e mais fortes. Tenha sempre em mente que existem três tipos de força, e cada uma pode ser expressa em termos de uma parte dentro de uma repetição:

1)  Positiva - o levantamento do peso (concêntrica)
2) Estática - segurando o peso na posição completamente contraída do músculo
3)  Negativa - abaixar o peso (excêntrica)

Isto não se aplica universalmente para todos os exercícios, como há alguns movimentos em que há muito pouca resistência na posição completamente contraída. Dois exemplos notáveis ​​seria o ponto final de uma repetição para agachamentos ou levantamento terra. No bloqueio, a maior parte do stress é efetivamente suportada pelas articulações. No entanto, na maioria dos outros exercícios você pode medir sua força estática, se você é ou não capaz de fazer uma pausa, momentaneamente, na posição completamente contraída. 


Se você é incapaz de fazê-lo, é uma clara indicação de que você empregou momentum para mover o peso ao invés de “poder puro” do músculo, ou seja, você deu uma “roubadinha”. Para fazer as repetições corretamente, com certeza, você terá que reduzir o peso. Portanto, esta é uma maneira extremamente fácil de verificar se a sua forma de execução está deixando a desejar e você ter a certeza de que está realmente destronando o músculo, de modo que uma série só termina quando o músculo em si realmente falhou. Para facilitar este objetivo, relaxe o resto do seu corpo e tente isolar perfeitamente apenas os músculos que você está tentando trabalhar. 

Qualquer outra coisa fora disso, normalmente é desperdiçado ou se torna extravio de energia. “Mas, Betão, então você não é a favor de se treinar com cargas altas?” Muito pelo contrário! Sou a favor do treino tão pesado quanto se pode, mas você deve ter em mente que a musculação não é sobre levantar pesos - é sobre como trabalhar os músculos tão duro quanto humanamente possível, respeitando o primeiro item a se observar: execução. Se a execução está correta, aumente os pesos. E só aumente depois de dominar a técnica de execução de maneira impecável e nunca antes disso. Entendido esses pontos, podemos discutir técnicas para chegar a falha muscular momentânea.
Pré -exaustão
Uma técnica que venho utilizando muito ultimamente, com resultados muito satisfatórios. Confesso que não a usava muito pela dúvida da efetividade e porque gostava de realizar exercícios com bastante carga. A premissa da pré-exaustão é atingir a falha com um exercício considerado de isolamento, e logo em seguida executa-se um movimento composto tão rapidamente quanto possível, sem descanso (bi-set). 

Exemplos comuns seria extensões de perna e leg press, ou peck deck e um supino. O único problema que deve ser verificado aqui é: se você sabe que você tem que realizar dois exercícios em seguida, há a probabilidade de que, pelo menos inconscientemente, você vai dar uma segurada na carga no primeiro exercício ou fazê-lo mais leve pra poder “arregaçar” no segundo exercício da bi-set, deixando um combustível no tanque. Dessa forma, você não faz o primeiro exercício até a falha. Por exemplo, se você fizer peck deck como pré-exaustão pro supino, você vai treinar peck deck com cargas abaixo do que poderia só pra poder colocar mais peso no supino. Não faça isso! Vá até a falha momentânea nos dois exercícios!


Drop-sets
Drop-set é uma técnica antiga de treinamento. Preconiza que quando você falhar em oito repetições com 100kg não significa que não possa fazer o mesmo movimento com 80kg logo em seguida, por exemplo. Se você, imediatamente, reduzir a carga, você pode continuar s série com várias repetições antes de bater a falha novamente. Outras técnicas semelhantes e derivadas das drop-sets são as strip-sets e as aws (american warm-up style).

Rest- pause
Acredita-se que Arthur Jones, Mike Mentzer e o Dorian Yates, renomados fisiculturistas, sejam os caras que mais usaram as rest-pauses em seus treinamentos. 

A premissa básica é fazer várias pausas breves durante uma série de modo que uma carga maior possa ser usada. Por exemplo, se você faz encolhimento com halteres com 40kg para um total de oito repetições em forma rest- pause, você poderá fazer as mesmas oito repetições com 50kg se pausar entre algumas repetições: você pode fazer algo como três ou quatro repetições, descansar por dez segundos, mais ou menos, fazer mais duas repetições, descansar, e terminar com mais duas repetições. 


Desta forma, você bateu a falha positiva três vezes, separadamente, durante uma série. Um benefício real da rest-pause é que ela proporciona a seus músculos a chance de se adaptar às cargas muito mais pesadas.
Com essas 3 técnicas em mente, vamos exemplificar um treino híbrido, onde você pode colocar em prática as metodologias e tornar seu treino tão insano quanto possível. Vou exemplificar um treino de ombros e trapézios.

Minha sugestão é que você sempre aqueça seus ombros com um exercício tipo cuban press ou Bradford press. Algo em torno de 2 séries de 20 repetições com baixíssima carga e intervalo de 20 segundos entre as séries. Sempre que treinar ombros, é importante aquecer o manguito rotador pra evitar lesões futuras.

Primeiro exercício: pré-exaustão
Como sugestão de primeira série do treinamento, execute elevações laterais com desenvolvimento frontal com barra pela frente, nessa ordem. Vá até a falha momentânea nos dois movimentos. Escolha um peso pra realizar entre 8 e 12 repetições em cada exercício, sempre falhando na última repetição (ou próxima dela). Três séries, a meu ver, são suficientes, por ser uma bi-set com pré-exaustão. O tempo de descanso sugerido é de 60 a 90 segundos entre as séries.

Segundo exercício: drop-set
Faça elevações frontais com barra. Quando for realizar o set-up de carga na barra, utilize 3 anilhas de cada lado, de modo que você possa retirá-las para realizar as drop-sets. Você vai diminuir 20% da carga de cada lado, entre as séries, realizar 3 séries de 8 a 12 repetições, por 3 vezes e descansar de 60 a 90 segundos entre as séries.

Exemplo prático: faça repetições até a falha momentânea com 10kg de cada lado, diminua 20% (deixe 8kg), faça repetições até a falha e diminua, mais uma vez de 20% (deixe 6kg de cada lado) e continue até a falha.
Terceiro exercício: rest pause
O exercício sugerido é a elevação posterior de ombros curvada. Esse exercício tem uma particularidade importante: não eleve muito seus braços, de modo que suas escápulas “quase se encontrem”. Se fizer isso estará trabalhando músculos das costas que não são o alvo. Eleve seus braços de forma que você sinta o posterior dos ombros. Use um peso que você consiga realizar umas 4 repetições. Coloque o peso no chão, descanse 10 segundos, faça 2 repetições e repita essa parte mais uma vez, totalizando 8 repetições com rest-pause. Três séries, com 60 a 90 segundos entre as séries.

Você também pode usar essa técnica nos exercícios de trapézios, como os encolhimentos de ombros com halteres ou barra, que demandam uma carga maior de pesos, sempre levando em consideração, como explanado, que a execução deve vir sempre antes da quantidade de anilhas.
Munido dessas três técnicas, você é capaz de dar um up nos seus treinos, sair de uma estagnação ou até mesmo potencializar seus resultados que já eram bons.

Até o próximo encontro!

Betão Marcatto

Metabolismo das células gordurosas




O objetivo final da maioria das dietas para perda de peso é perder gordura corporal e não massa muscular magra. E para que isso aconteça, devemos olhar cuidadosamente para alguns processos e, é claro, controlá-los. Devemos, pois, examinar as etapas envolvidas na mobilização de gordura e da famosa “queima” das células de gordura. Mas primeiro, deixe-me elaborar uma dissertação sobre o que significa perder ou "queimar" gordura corporal: significa que a gordura armazenada em suas células adiposas é removida dessas células e convertida em energia em outro lugar no corpo. A maioria dos tecidos do corpo (há algumas exceções, como o cérebro) pode usar ácidos graxos (gordura) como combustível, mas os principais, que nos interessam, são os músculos esqueléticos e o fígado. Eu quero mencionar que mesmo que o cérebro não possa usar ácidos graxos diretamente, pode usar cetonas que são feitas do metabolismo de ácidos graxos no fígado.

Vejamos os mecanismos subjacentes ao processo de perda de gordura, embora o processo possa ser subdividido, estamos apenas interessados ​​em três etapas principais do metabolismo de ácidos graxos: mobilização, transporte e oxidação (queima).

Etapa 1: Mobilização
O primeiro passo na queima de gordura corporal é tirá-la de suas células adiposas. A gordura corporal é armazenada principalmente em triglicérides, com uma pequena quantidade de água e algumas “partes” enzimáticas e celulares. A mobilização de gordura corporal exige quebrar o triglicerídeo armazenado em três ácidos graxos e uma molécula de glicerol. A taxa limitante neste processo é uma enzima chamada lipase hormônio-sensível (HSL). Então, o que regula a HSL? Embora uma série de hormônios, como testosterona, cortisol, estrogênio e hormônio do crescimento tenham efeitos moduladores na atividade HSL (principalmente a diminuição dos níveis totais de HSL na célula de gordura), os únicos hormônios que precisam “ser a causa” em termos de atividade de HSL são a insulina e as catecolaminas.

O inativador primário de HSL é o hormônio insulina e só precisa de pequenas quantidades (dependendo da sensibilidade à insulina) para ter um efeito. Mesmo níveis de insulina em jejum são suficientes para inativar a HSL em cerca de 50%. Pequenos aumentos na insulina (de ingestão de carboidratos) inativam a HSL ainda mais. Além disso, a mera presença de triglicerídeos na circulação sanguínea (via infusão ou apenas comendo gordura dietética por si só) também causa sua inibição. De uma forma ou de outra, quando você come, a HSL está sendo inativada, seja pelo aumento da insulina, de proteínas ou carboidratos ou pela presença de gordura na corrente sanguínea.

Os hormônios primários que ativam HSL são as catecolaminas: adrenalina e noradrenalina. A adrenalina é liberada do córtex adrenal, viajando através da corrente sanguínea e afetando inúmeros tecidos do corpo. Isto significa que o fluxo de sangue para as células de gordura tem um impacto dependendo de quão pouca adrenalina atingirá as células de gordura. Noradrenalina é liberada dos nervos terminais que interagem diretamente com as células. Mais tecnicamente, tanto a insulina como as catecolaminas afetam os níveis de AMP cíclico (AMPc) - 3´5´-adenosina-monofosfato-cíclico.
 
A adenosina 3',5'-monofosfato cíclico (cAMP ou AMP cíclico) é uma molécula importante na trasndução de sinal em uma célula, assemelhando-se a um tipo de mensageiro secundário celular. As células respondem ao seu ambiente recebendo sugestões de hormônios e outros sinais químicos externos. O AMP cíclico é um dos mais importantes mensageiros secundários, envolvido como modulador de processos fisiológicos, modulando informações no sistema nervoso e cardiovascular, diferenciação e crescimento celular e metabolismo geral.

É na célula de gordura que é o que determina realmente quanto HSL ativo é. Quando os níveis de cAMP são baixos, a atividade HSL também é baixa e a quebra de gordura é baixa. Quando os níveis de cAMP são altos, a atividade HSL é alta e a quebra de gordura aumenta. A insulina reduz os níveis de cAMP e as catecolaminas, em geral, elevam os níveis de cAMP. Quanto mais alto o nível de cAMP, mais ativo é o HSL e mais gordura corporal é quebrada e liberada da célula adiposa. Deve ficar claro que, do ponto de vista da perda de gordura, queremos níveis elevados de cAMP.

Sobre adrenoreceptores
Para entender algumas das observações críticas acima, eu preciso fazer um adendo e explicar como as catecolaminas enviam seus sinais. Todos os hormônios funcionam através de receptores e as catecolaminas não são diferentes, elas têm seus próprios receptores específicos chamados adrenoreceptores.

Existem duas classes principais de adrenoreceptores: beta e alfa, que são encontrados por toda parte do corpo. Isso inclui o cérebro, fígado, músculo esquelético, células de gordura, coração, vasos sanguíneos, etc. Há, pelo menos 3 (e talvez 4) diferentes receptores betas: beta-1, beta-2, beta-3 e beta-4 (ou o beta-3 atípico). Os alfa-adrenoreceptores entram com pelo menos dois tipos, alfa-1 e alfa-2. Existem subtipos adicionais de cada adrenoreceptor mas este é mais detalhe do que realmente precisamos. Tangencialmente, os receptores beta-3 (e os medicamentos chamados beta-3 agonistas) tornou-se um enorme projeto de pesquisa quando se descobriu que a ativação do beta-3 na perda de gordura em animais funcionasse também nos seres humanos. Infelizmente, os receptores beta-3 são encontrados principalmente em células de gordura marrom, que os animais tendem a ter muitas e os seres humanos não.

Os receptores principais que precisamos nos preocupar em células de gordura humana são receptores alfa-2 e receptores beta-1 e beta-2, os quais ligam-se ativamente as hormonas da catecolamina. Quando catecolaminas ligam-se a receptores beta-1,2, aumentam os níveis de cAMP, o que aumenta a quebra de gordura. E isso é ótimo. No entanto, quando as catecolaminas se ligam aos receptores alfa-2, elas diminuem os níveis de cAMP, que diminui a quebra de gordura. Nada bom. Mas isso significa que catecolaminas, que eu disse que eram mobilizadores de gordura, podem realmente enviar mobilização de gordura por sinais: por ligação a receptores alfa ou beta.

Mas, então, por que isso importa? Diferentes áreas de gordura corporal têm diferentes distribuições de alfa-2 e adrenoreceptores beta-2. Por exemplo, as gorduras corporais inferiores das mulheres (quadris e coxas) possuem 9 vezes mais receptores alfa-2 que receptores beta-2. Algumas pesquisas indicam que a gordura abdominal dos homens é semelhante, com mais receptores alfa-2 do que beta-2. Agora você sabe, finalmente, e pode entender porque é tão difícil reduzir essas áreas de gordura específicas: com um maior número de receptores alfa-2 para ligar as catecolaminas, é muito mais difícil estimular a quebra dessas células de gordura.

Outros fatores que afetam a função adrenoreceptora são os androgênios e hormônios da tireóide, que tendem a aumentar a sensibilidade dos receptores beta-2 às catecolaminas. Isso pode ser parte do porquê dos homens (que têm androgênios mais altos e maior quantidade de hormônio da tireóide, em média) perder gordura mais facilmente.

Voltar à mobilização: resumindo
Devo notar que a insulina praticamente sempre ganha a batalha sobre o metabolismo das células de gordura. Ou seja, mesmo diante de altos níveis de catecolaminas, se a insulina for elevada, a mobilização de gordura será prejudicada. Como se vê, isso geralmente não acontece em condições normais. Normalmente, quando a insulina é elevada, as catecolaminas são baixas e vice-versa (por exemplo, durante o exercício, os níveis de insulina caem e os níveis de catecolaminas sobem). Há exceções, é claro. Se você beber uma bebida com carbos durante o exercício aeróbio, por exemplo, o ligeiro aumento da insulina diminuirá a mobilização de gordura. Basta lembrar o seguinte: insulina inibe a mobilização de gordura e as catecolaminas (geralmente) aumentam. A insulina sempre ganha a batalha. Assim, quando a insulina é alta e catecolaminas são baixas, a gordura tende a ser armazenada. Quando a insulina é baixa e as catecolaminas são altas, a gordura será mobilizada. Um pouco simplista? Possivelmente. Mas bom o suficiente para o momento. O que eu quero é levar a mensagem que, a partir de um ponto de vista da mobilização de gordura, queremos baixa insulina e alta catecolaminas. Ambos podem ser prontamente conseguidos através da alteração da dieta (redução de carboidratos e calorias) e exercício (que aumenta catecolaminas).

Etapa 2: Fluxo sanguíneo e transporte
Então, imagine uma situação em que a insulina é baixa e as catecolaminas são altas, onde queremos que os triglicérides estocados sejam decompostos (a palavra técnica é hidrolisados) em glicerol e ácidos graxos livres (FFAs). Ambos entram na microcirculação em torno das células de gordura. O glicerol pode ser usado para tarefas diferentes, incluindo a produção de glicose no fígado, mas podemos ignorá-lo por agora. As FFAs são o que nos interessa.

Alguns dos FFAs simplesmente serão armazenados de volta na célula de gordura (um processo chamado reesterificação). O que não é restaurado pode percorrer a corrente sanguínea como um ácido graxo livre ou liga-se à albumina (uma proteína feita no fígado). Portanto, agora temos FFAs ligadas à albumina na circulação sanguínea em torno da célula de gordura. Uma vez que o FFA não pode ser “queimado” lá, tem de ser transportado para longe da célula de gordura: isso depende do fluxo de sangue e da célula de gordura.
Tal como acontece com a sensibilidade à insulina e as proporções de adrenoreceptores, os depósitos de gordura diferem em termos de fluxo. A gordura visceral, por exemplo, tem um fluxo sanguíneo extremamente elevado em relação a outros depósitos de gordura. Este é extremamente sensível às catecolaminas e relativamente resistente à efeitos da insulina. A gordura visceral é mobilizada com bastante facilidade e, por isso, geralmente é “queimada” mais rápida (especialmente com o exercício).

Em relação à gordura visceral, a gordura abdominal (e provavelmente a parte inferior das costas) tem menos fluxo sanguíneo, é menos sensível aos efeitos mobilizadores de gordura das catecolaminas e mais sensíveis à insulina, tornando-a “mais teimosa” do que a gordura visceral. A gordura do quadril e da coxa é, de longe, a pior: tem o menor fluxo sanguíneo, é o menos sensível às catecolaminas e os mais sensíveis à insulina.

Então, agora temos mais uma razão pela qual a gordura “teimosa” é “teimosa”: o fraco fluxo sanguíneo que torna mais difícil o transporte dos ácidos graxos mobilizados. Na verdade, não é inteiramente verdade que o fluxo de sangue para as células de gordura teimosa é sempre lento. Em resposta a uma refeição, o fluxo de sangue para gordura teimosa aumenta prontamente. Em todas as outras vezes, o fluxo de sangue para a gordura teimosa é lento. Basicamente, é mais fácil armazenar calorias em gordura teimosa do que para gerar energia com elas.  

Estudos mostram que as mulheres tendem a ter aumentos preferenciais no fluxo sanguíneo para seus quadris e coxas após uma refeição; O conto das mulheres mais velhas sobre alimentos gordurosos indo direto para os quadris acaba por ser verdade, afinal. Os homens tendem a enviar mais para a gordura visceral (que é realmente fácil de mobilizar) e mais dessa gordura em sua corrente sanguínea. Isso torna mais fácil perder gordura corporal, mas é uma razão pelo qual os homens são mais propensos a ataques cardíacos.
Mas uma coisa é certa: fluxo sanguíneo pobre para as células de gordura teimosa é mais uma razão para fazer dieta. Então, como podemos melhorar o fluxo sanguíneo para as células de gordura?

O fluxo de sangue para as células de gordura melhora durante o jejum e uma condição com uma dieta baixa em carboidratos/cetogênica. Isso se encaixa com nosso objetivo de reduzir a insulina em primeiro lugar.  

No entanto, o exercício aeróbio melhora o fluxo sanguíneo para as células de gordura, além de queimar calorias, por isso essa é uma solução possível. Considerando seus problemas com gordura corporal inferior, isso pode explicar porque bodybuilders femininas precisam fazer mais cardio do que os homens para parecerem mais secas.

Existem também adrenoreceptores alfa e beta nas paredes do sistema circulatório que controlam se haverá constrição dos vasos sanguíneos (diminuindo o fluxo sangüíneo) ou dilatação deles (aumentando o fluxo). Tal como acontece com o próprio metabolismo das células gordas, os adrenoreceptores alfa tendem a diminuir o fluxo de sangue do tecido adiposo enquanto beta-adrenoreceptores tendem a aumentá-lo. Outros hormônios, como óxido nítrico, prostaglandinas e adenosina também afetam o fluxo sanguíneo do tecido adiposo e parece que a célula gorda regula o seu próprio fluxo de sangue em grande medida. 

Etapa 3: Captação e utilização
Então agora nós mobilizamos os ácidos graxos na corrente sanguínea, os ligamos à albumina e conseguimos tirar a gordura da célula adiposa para a circulação sanguínea. E agora?

Eventualmente, a FFA ligada à albumina irá entrar num tecido (tal como fígado ou músculo) que poderá usá-lo para combustível. O FFA será incorporado nesse tecido (aparentemente por um ácido graxo específico ligado a proteína) e pode ser rearmazenado como triglicerídeo, tanto no músculo como no fígado (o que é incomum sob condições normais de dieta, mas ocorre durante a sobrealimentação) ou virar energia. Vamos nos concentrar apenas no último.

Para ser usado como energia, o FFA tem de ser transportado para as mitocôndrias por uma enzima chamada carnitina palmitoill transferase (CPT). Aliás, esta é a teoria por trás dos suplementos a base de carnitina: Aumentando os níveis de CPT, você obtém mais queima de gordura. Embora isso seja ótimo em teoria, realmente não funciona na prática (se isso acontecer, os montantes necessários são absurdamente altos e caros).

A atividade do CPT é controlada por alguns fatores diferentes, incluindo sua capacidade aeróbia (quanto mais “aerobicamente” ajustado você seja, mais gordura você queima), bem como níveis de glicogênio.

Glicogênio é simplesmente uma longa cadeia de carboidratos armazenados em seus músculos ou fígado. Quando o glicogênio é alto, a atividade do CPT é baixa e a queima de gordura é baixa, e vice-versa. Isto é verdade tanto para músculos e fígado. Ao esgotar o glicogênio muscular e hepático, podemos aumentar a atividade do CPT, e iremos queimar os ácidos graxos a uma taxa mais rápida. Isto é facilmente realizado com a combinação de baixo carbo e treinamento intensivo.

Você está empenhado em uma dieta pra perda de gordura sem evolução? Fica horas na academia mas a gordura “teimosa” não te larga? Se esse for o seu caso, você pode acessar o site do FICANDO MONSTRO : www.ficandomonstro.com

Nele você escolhe o melhor plano para você e aí passaremos por alguns processos, para que sua dieta e treino sejam montados de acordo com sua realidade, de forma individualizada. Diga adeus a gordura teimosa e tenha o shape que sempre sonhou!!!!!

domingo, 17 de dezembro de 2017

Meu primeiro ciclo, o que usar ?????



Muitas pessoas concordarão que o seu primeiro ciclo foi o mais eficiente em resultados e o mais produtivo, desde que respeitemos a questão da idade e o fator de que patamar de máximo de desenvolvimento natural tenha sido atingido. Da mesma forma de que quando você começa a treinar, o seu primeiro ciclo não encontra nenhuma resistência contra e você cresce como um animal.

Portanto não subestime a simplicidade do primeiro ciclo. Eles funcionam e, são os mais simples que funcionam melhor. Eu não recomendaria que você pulasse estes ciclos iniciais a não ser que você sinta que seu progresso com eles se estagnou. Se está funcionando , porque mudar?

Quando parar de funcionar, volte atrás e analise o que você pode ter errado e passe para um tipo mais avançado. Lembre-se que muitos fisiculturistas construíram seus corpos maciços de alto nível apenas usando o dianabol, como o primeiro Mr. Olympia – Larry Scott e outros também entraram para a história usando apenas dianabol e primobolan como Arnold Schwarzenegger. Posso citar, inclusive, deca com dianabol foi o ciclo carro-chefe do Sergio Oliva.

Então não é o caso de que você terá melhores resultados simplesmente usando mais produtos em um ciclo. Isto pode ser um fator limitador, porque as pessoas gastam mais em esteróides do que em comida e suplementação, bem como em mensalidade de uma boa academia. 
Seus ciclos passam a ser um fator de catabolismo, porque não podem ter tal produto que “precisam“. A respeito da alimentação, é o primeiro fator que vai fazer seu ciclo funcionar, portanto preste mais atenção em sua comida do que no ciclo em si.

Eu sempre recomendo que antes de começar, você tenha tudo programado para que não falte nenhum ingrediente no meio de seu ciclo e você acabe jogando tempo e dinheiro fora. Se você faz três ciclos perfeitos durante o ano e consegue manter seus ganhos entre eles, é muito melhor do que você querer prolongar um ciclo com mais algumas semanas de testosterona.

Os principiantes geralmente começam com anabólicos orais, pois ainda sentem a pressão e o preconceito que as agulhas causam em seu inconsciente, ou ainda não se acostumaram com a idéia de se aplicarem (“uma coisa de drogados” ). 
O pior é que eles não sabem que os orais causam muito mais danos ao seu corpo do que os injetáveis. Você vai notar que à medida que vão ficando mais experientes o uso de orais decresce sensivelmente no mundo do Fisiculturismo.

Isto porque as doses mais elevadas futuras são muito mais tóxicas ao seu corpo nos orais. O que deve ser dito é que os injetáveis são menos prejudiciais ao seu corpo do que os orais que são processados pelo fígado causando assim um stress neste órgão.
Portanto um principiante DEVERIA iniciar seu primeiro ciclo com injetáveis apenas.

Também é uma idéia a se considerar o uso de apenas um produto em seus primeiros ciclos. A razão disso é um senso comum. Se você tomar vários produtos como vai saber qual que funcionou melhor ou não?

Você pode até supor, mas isto fará com que seus futuros ciclos sejam montados nas “escuras” sem embasamento de resultados. A melhor coisa a fazer é o que chamamos de ciclos “monoterápicos” o que construirá uma sensibilidade ao produto que você está tomando . 

Faça anotações detalhadas ao longo do caminho. Isto se aplica a produtos acessórios como o tamoxifeno: você pode não precisar dele para reduzir o estrogênio, mas sim para restabelecer a sua produção natural de hormônios. Poderá precisar de 20mg, ou até 60mg para não criar peitinhos. Outros podem nem precisar usá-lo. Você estará apenas ariscando sua saúde ao usar um produto sem necessidade ou estará gastando dinheiro inutilmente. Construa um arquivo de anotações. Um portfólio do que funciona para você. Ler e seguir o que outros já fizeram é um ponto de partida interessante, mas o melhor é o que você registrou para o seu caso particular, o seu corpo.

Este método é também uma importante arma para que você não caia no comércio de falsificações, pois você sabe como cada substância reage em você mesmo. Eu consigo identificar em 48 horas se o que estou tomando é real ou não, pois já desenvolvi a sensibilidade para identificar como cada substância atua em meu corpo. Por esse motivo se qualquer novo produto surgir, eu vou tomá-lo isoladamente e ver como meu corpo reage a isso. 

Posteriormente posso associá-lo com outro e fazer uma nova análise de como funcionou esta associação. Se você associar alguns produtos bons com falsificações, o resultado aparecerá mesmo assim, pois os bons vão mascarar o que os outros não fizeram, e você não vai saber qual o falso.

Portanto mesmo que estes ciclos digam para você tomar 2 ou mais produtos, faça-o separadamente em cada um e só depois associe se você for um novato principiante. 

Parece perda de tempo, mas se você pretende estar nessa de ciclar por muitos anos, você estará na verdade economizando tempo e dinheiro com isso no longo prazo.

Os ciclos do programa Jekyll And Hyde (CLIQUE AQUI PARA ADQUIRIR O PROGRAMA) foram desenvolvidos para terem máximos resultados, mínimos efeitos colaterais e também a máxima chance de se manter os ganhos ao terminá-los. 

Temos muitos exemplos, pois as pessoas são únicas e produzem resultados diferentes, alguns com mais disto e menos daquilo. Portanto, temos vários ciclos baseados no que as pessoas podem ganhar e conseguir, no que elas gostam, no que é mais barato e no que temos em mão no momento.

O que se segue é o que REALMENTE FUNCIONA, o que é bom e o que é plausível.

Uma vez que você molhe seus pés no mundo das águas químicas, você irá aprender o que funciona PARA VOCÊ, quais as doses e sua duração.

Apesar de que agora você sabe que os injetáveis são mais seguros para o fígado, 90% dos iniciantes começarão com orais mesmo assim. Com todos os orais ou ciclos que afetam o fígado, o uso de Liv 52 (Procure no eBay ), silimarina, ou algo similar é altamente recomendado. 

Seja bem vindo ao mundo negro dos esteroides anabólicos

Stay strong !

Betão