terça-feira, 6 de outubro de 2015

Explosão máxima nos bíceps!!!!




A musculação continua sendo, pra mim, depois de mais de 20 anos de paixão, um constante aprendizado. Mesmo depois de tantos anos, ainda aprendo na sala de musculação, observando um ou outro exercício, algo novo, inusitado e muitas vezes o pensamento ainda é "porque não pensei nisso".

Nessas tantas observações, acabei lembrando de um exercício que vi uma vez, ainda nos anos 90, mas que nunca tentei fazer por achar de estímulo improvável. Ledo engano. Se o tivesse feito na época, um tanto quanto cético às coisas novas ainda, sentiria uma satisfação incrível, digna de um pump cinematográfico. Mas quis o destino que eu o fizesse somente agora, com 41 anos de idade, ainda maravilhado com esse universo de puxar um ferro.

Lembro que, em minha curiosidade, com uns 18-20 anos a menos, perguntei ao professor que exercício era aquele e ele me respondeu "rosca Thor". Apesar de gostar bastante dos heróis Marvel, na época não entendi a relação entre o Thor e o exercício, talvez as anilhas apenas de um lado lembrassem o martelo do herói nórdico ou talvez apenas alguns conseguiriam fazê-lo tirando a barra do chão, apologia ao poder do martelo ficar extremamente pesado para outros que não seu dono original. Infelizmente, na época, eu estava muito preocupado com simetrias, centros de gravidade, etc, achando uma blasfêmia aquele tipo de execução e dei de ombros para o novo exercício.

Acabei presenciando a execução do movimento mais algumas vezes, em outras academias, em outras épocas e surgiram vários nomes para o mesmo exercício:

- rosca Thor
- rosca bate-estaca
- rosca direta com um ponto de apoio
- rosca assimétrica (conheço outro exercício com esse nome, onde você segura a barra com diferentes distâncias entre a pegada direita e esquerda na barra).
- rosca pêndulo

Na verdade, o nome não importa tanto, pois mesmo exercícios mais comuns como a rosca concentrada, viram "rosca coxa" em alguns lugares, alguns até com "ch", ajudando a propagar o esteriótipo do marombeiro inculto.

O importante é que é um baita exercício para os bíceps e você deveria experimentar. O bíceps que efetua a contração é sumariamente castigado, estressado e exaurido ao máximo, com a carga certa e movimento concentrado, primando-se pela execução e não pela carga. Tente não mexer o braço da mão que realiza o apoio (a mão pode ficar aberta ou semi-aberta, caso você já tenha familiaridade com o movimento).

Inclua em seu próximo treino de bíceps, lembrando que deve ser feito com uma presilha, pois o peso tem que estar seguro por algo, caso contrário, pode cair. Você pode utilizar o método NOSTOP, que consiste em executar as séries sem descanso entre os braços direito/esquerdo. Séries com repetições acima de 8-10 produzem resultados gratificantes. Eu sugiro 4x12 sem descanso entre as séries, apenas dando tempo de inverter a barra e uma cadência moderada, algo como 2-1-3 (2 segundos na fase concêntrica, 1 segundo de isometria concêntrica e 3 segundos na fase excêntrica). Outra alternativa é usar uma barra w no lugar da barra reta. Isso pode evitar lesões no pulso por causa da biomecânica do movimento.

Stay strong !

Betão

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