sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Rema, remador !

O músculo grande dorsal é o principal extensor do ombro e, portanto, é o músculo mais estimulado neste exercício. O deltóide posterior e o tríceps também participam do movimento.

Análise Biomecânica do Exercício
O maior braço de momento da resistência acontece no final da extensão do ombro.
O componente translatório resultante da contração do grande dorsal é de compressão articular durante quase todo o movimento e passa a ser translatório de descompressão, somente nos últimos graus da extensão.

O apoio do peito ajuda na manutenção da postura da coluna lombar (mas não, da coluna torácica), o que diminui os requerimentos de estabilização por parte dos extensores da coluna. Por isso, este exercício é melhor para o iniciante.
Há também uma participação isotônica dos adutores da escápula, no começo do movimento, e isométrica, no final.

Como o músculo redondo maior é fixo na escápula, ele só consegue participar efetivamente deste movimento, quando a escápula se fixa pela contração isométrica de seus músculos adutores (principalmente os rombóides).

O movimento deve acontecer até que o cotovelo esteja flexionado (90°) e ao lado do tronco (como na figura 7.7b). A continuação da extensão, além desta posição, não é realizada pelo grande dorsal (por causa de sua posição em relação ao úmero), e sim, pelos outros extensores do ombro, que continuam numa posição favorável ao movimento (tríceps braquial e deltóide posterior).

A coluna lombar deve permanecer na posição anatômica. A falha desta articulação em manter a postura pode ser causada pela insuficiência passiva dos isquiotibiais. Neste caso, o aumento da flexão do joelho diminui esta insuficiência e facilita a manutenção da postura lombar.

Uma variável deste exercício é a pegada em pronação. Nesta posição, o ombro pode realizar abdução horizontal, em vez de extensão e a ação do deltóide posterior e dos adutores da escápula fica bem mais intensa.

Não deve haver uma flexão ativa do cotovelo em nenhuma das situações. O cotovelo deve flexionar por causa da extensão (ou abdução transversal) do ombro.

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