quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"Professor, como respirar durante o exercício de musculação ?"

Caso essa pergunta seja feita a um professor de musculação experiente, é comum que se escute a seguinte resposta : "simplesmente respire" ...
Essa resposta simples e objetiva tem por finalidade encorajar os alunos, principalmente os iniciantes, a criar um padrão contínuo de respiração durante as séries do exercício, evitando assim, a realização da manobra de Valsalva.

A manobra de Valsalva é compreendida por um bloqueio da glote que impede a expiração do ar inalado, resultando em aumento da pressão intra-abdominal (torácica), diminuição do retorno venoso e aumento da pressão arterial. Por esse motivo é aconselhável que sua realização seja evitada, a fim de educar os alunos iniciantes e grupos especiais, como os hipertensos.

No entanto, é comum observar indivíduos experientes em treinamento com pesos realizando essa manobra pelo fato de aumentar a pressão intra-abdominal, o que proporciona segurança à coluna e auxilia na execução de exercícios com cargas elevadas. Nesses casos, a realização da manobra acontece de forma involuntária. Vale lembrar que essa técnica deve somente ser aplicada por alunos avançados. Em alunos iniciantes e intermediários, a respiração deve ser sempre contínua.

Quanto o padrão da respiração, este pode ser classificado em dois tipos, dependendo da fase em que se inspira e expira :

Respiração ativa : inspira-se durante a fase concêntrica e expira-se durante a fase excêntrica do movimento.

Respiração passiva : inspira-se durante a fase excêntrica e expira-se durante a fase concêntrica do movimento.


Geralmente, as respirações ativa e passiva são utilizadas nos exercícios que puxam e empurram, respectivamente, porém, isso não é uma regra. Aliás, não existe consenso na literatura sobre qual seria a melhor forma para respirar durante os exercícios.

Alguns estudiosos recomendam, preferencialmente, a adoção da respiração passiva durante os exercícios, principalmente em hipertensos e outros grupos especiais.

O mais sensato, ao meu ver, é que os alunos sejam orientados a respirar de modo que haja o maior conforto possível, com uma proporção de um ciclo respiratório (inspiração e expiração) para cada repetição, independente do tipo pelo qual se optou (ativo ou passivo).

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