domingo, 3 de agosto de 2014

Exercício Físico Direcionado à Perda Ponderal



A obesidade, caracterizada pela gordura corporal excessiva, está associada a diversos problemas de saúde.

Pollock & Wilmore (1993) destacam que a etiologia da obesidade envolve fatores genéticos; características nutricionais; inatividade física; alterações nas funções endócrina e hipotalâmica e utilização de medicamentos. Pode-se notar que, na maior parte dos casos, o excesso de gordura está associado à inatividade física, às inadequações alimentares ou a ambos. Desta forma, um controle alimentar conjugado com a prática de exercícios parece ser o meio mais eficaz no combate a obesidade.

O exercício aumenta o gasto calórico e diminui a perda de tecido magro que geralmente ocorre, quando um indivíduo perde peso somente através de dieta. Isso ajuda a manter a taxa metabólica em repouso, promovendo a perda de peso. Além disso, a prática regular de atividades físicas influencia na distribuição do tecido adiposo, associando-se também a um perfil lipoprotéico mais favorável à redução da pressão arterial e a um metabolismo mais eficiente dos carboidratos. Pode-se acrescentar ainda que indivíduos bem-condicionados apresentam modificações em suas enzimas oxidativas, o que favorece uma maior facilidade para utilizar os lipídios como fonte energética para ressíntese de ATP e produção da contração muscular.

Ao associar a restrição calórica ao exercício, a dieta deve ser hipocalórica para a redução da gordura, porém balanceada, em função dos nutrientes essenciais a uma boa saúde. Pode-se assumir que, na maior parte dos casos, a principal diferença na alimentação de um indivíduo que se exercita vigorosamente para aquele que realiza exercícios leves ou moderados está na quantidade de calorias requerida por cada um. Dietas milagrosas que prometem efeitos significativos a curto prazo não são aconselhadas para uma perda de peso saudável.

Riscos de Saúde Associados à Obesidade

- Aumento do trabalho mecânico do coração
- Hipertensão arterial
- Arterosclerose e doença arterial coronariana
- Diabetes Melito
- Cirrose do fígado
- Gota
- Insuficiência renal
- Irregularidades menstruais e ovarianas
- Câncer de mama, do endométrio, do cólon, próstata
- Leucemia
- Riscos na gravidez
- Doença da vesícula biliar
- Apendicite
- Osteoartrite
- Função pulmonar reduzida
- Pneumonia
- Infecções na pele
- Pequena tolerância à anestesia
- Riscos aumentados em cirurgias
- Tolerância reduzida ao calor
- Compressão de órgãos pelo tecido adiposo
- Distúrbios endócrinos
- Problemas de ordem psicológica

Com o objetivo de promover uma adequada perda de peso, o ACMS (1991) sugere alguns critérios que podem ser adotados para minimizar as deficiências nutricionais, bem como a perda de massa corporal magra:

1 - Proporcionar uma ingestão não menor do que 1200 kcal. por dia para adultos normais, de modo a promover uma combinação adequada de alimentos para suprir as necessidades nutricionais (lembrando que as necessidades variam para crianças, idosos atletas etc).

2 - Incluir alimentos de fácil aceitação pelo indivíduo que faz dieta, em termos socioculturais, hábitos cotidianos, sabor, custo, facilidade de aquisição e preparo.

3 - Proporcionar um balanço calórico negativo (sem exceder 500 a l000 kcal por dia), resultando em uma perda gradual de peso, sem problemas metabólicos como a cetose. A perda máxima de peso deve ser de lkg por semana.

4 - Incluir o uso de técnicas de modificação comportamentais para identificar e eliminar hábitos dietéticos que contribuem para uma nutrição inadequada.

5 - Incluir um programa de exercícios que proporcione um gasto calórico diário de pelo menos 300 kcal diárias. Para muitos participantes, este patamar pode ser mais bem atingido, com exercícios de baixa intensidade e longa duração.

6 - Fazer com que os novos hábitos alimentares e de atividade física possam ter continuidade por toda a vida, de modo a manter o novo peso atingido.

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